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  • Tiãozinho Safrater

O trabalho assistencial está em ALTA


Dentre as perguntas feitas nas entrevistas para seleção de pessoal habitualmente temos: Quais são seus hobbies? Avaliando como o candidato dedica seu tempo nas horas livres. Espera-se que ele aborde o trabalho voluntário, com vistas a verificar seu grau de generosidade.


Como essa atividade pessoal interfere na escolha do candidato?

As organizações são um mundo à parte, há competição, conhecimento é poder e cada membro detém seu saber como se fosse ouro, por ser essa sua moeda de troca. Espera-se que o profissional seja generoso com seus colegas de trabalho? Tem sentido distribuir conhecimento ou a regra de guardar para si ainda é a lógica?


Adam Grant, Ph.D. em psicologia e professor na escola de negócios da Universidade da Pensilvânia, afirma que a atitude generosa na vida organizacional oferece resultados mais propícios tanto para a empresa quanto para o profissional. Claro que a ambição se mantém, afinal todos querem progredir, mas a generosidade não é contrária aos interesses próprios.


Paralelamente, outros estudos, feitos na universidade de Stanford, concluem que pessoas influentes não são necessariamente as que possuem cargos elevados, mas aqueles que, na empresa, oferecem seus recursos profissionais àqueles que precisam. A estes Grant denomina “generoso bem sucedido”.


O que nos importa extrair dessa teoria é a importância da generosidade em todas as áreas de nossa vida. O trabalho assistencial, seja oferecendo recursos ou o próprio tempo e conhecimento, dá a todos nós, provedores e assistidos, uma diferente percepção de mundo.


Ajudar o próximo é antes de tudo uma valiosa contribuição para nós mesmos, porque se a população carente for atendida, diminuirá a miséria, a ignorância e isso tudo poderá gerar a queda da violência, que muitas vezes é estimulada pela falta de recursos básicos.


Vamos apoiar essa ideia, se ainda não começamos, vale pensar na possibilidade de nos engajarmos em alguma instituição social, afinal, um mundo bom é reflexo de homens que podem viver dignamente.

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