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  • Foto do escritorTiãozinho Safrater

Depoimentos de beneficiários do MOVA emocionam e certificam que nunca é tarde para aprender

MOVA


MIRIAN APARECIDA FERREIRA 39 anos

“O MOVA chegou na minha vida no momento que eu mais precisava: de um apoio, de uma esperança, de acreditar em mim porque nem eu mesma acreditava. Mas graças a Deus aqui todo mundo me acolheu, me deu força e eu continuo na batalha. O MOVA pra mim é tudo, porque aqui eu aprendo e consigo me expressar. Eu não sei o que eu faria sem o Mova. Agradeço todos vocês pela oportunidade e quero dizer que nunca é tarde para (re) começar.”


Mirian Aparecida Ferreira ingressou no MOVA sem saber nem assinar o nome. Ela trabalhava fazendo limpeza em um restaurante, em seguida conseguiu passar para atendente, registrando os pedidos por telefone. O MOVA foi fundamental para essa oportunidade de aprendizado que ela não tinha anteriormente.


Miriam relatou diversas situações constrangedoras que passou por não saber ler nem escrever. Ela não conseguia pegar ônibus, não tinha celular pois não sabia enviar mensagens e contou até que já entrou em um banheiro masculino por não identificar a escrita. Hoje tudo isso é passado: Miriam tem seu celular, ajuda seu filho e tem mobilidade que não tinha antes, além de um mundo de oportunidades que podem se abrir com o universo da leitura.



MARCIO ANTÔNIO FERREIRA 43 anos

“Meu é Marcio Antônio Ferreira, sou do MOVA, aqui do Tiãozinho, e vou contar um pouco da minha história. Eu vim aqui para aprender a tocar violão e estudar informática, mas como eu não sabia muito ler o professor de informática me orientou para eu estudar no MOVA. Aí, no mesmo dia, comecei a estudar e estou progredindo cada dia mais. Meu objetivo é aprender ler e escrever bem, fazer uma faculdade, fazer um curso de elétrica.


Antes de eu começar a estudar aqui no MOVA eu pedia todas as coisas para minha esposa fazer, coisas de banco sabe, para ler alguma coisa pedia para ela, aí depois que eu comecei a estudar aqui no MOVA eu mesmo faço, faço depósito, faço essas coisas que tem que fazer de banco, essas transferências, essas coisas eu mesmo faço, agora eu já consegui aprender o que me ensinaram, o que eu aprendi aqui no MOVA já deu pra eu fazer essas coisas.”


Desde o dia que comecei estudar eu aprendi muito aqui, muito, muito, muito mesmo e tenho só que agradecer, foi muito bom eu ter vindo aqui, e estudar no MOVA”.


Histórias inspiradoras como a do Sr. José Marinho fazem parte da trajetória da Safrater. No MOVA e em outras unidades, as vidas de pessoas ganham novos significados, perspectivas, horizontes de esperança em qualquer idade.

JOSÉ MARINHO - 92 anos

Quando eu cheguei aqui eu me entrosei com o pessoal, e assim eu fui. Passei pela professora Vanessa, depois pela Jéssica, depois pela Éder, depois pela Fernanda, a Laís e agora a Natalia. Eu tô muito feliz porque eu não sabia ler nem escrever, nem nada. Hoje eu leio, estou fazendo um curso no CETECC, vou tentar chegar no meu objetivo. E outra coisa, eu não desisto fácil, entendeu? Porque se eu desisto fácil eu não sou um homem completo, entendeu como é que é? Muitas pessoas já falam pra mim “nego véio, você tá estudando ainda pra quê? Você vai morrer... aí eu digo: Você também vai! (risadas ao fundo). Então a minha resposta para eles foi assim. Eu tive apoio de todos os meus filhos, entendeu, meus filhos me apoiam, minha mulher me apoia, entendeu. Eu chego aqui eu sou muito bem recebido por todo mundo, entendeu, então eu sou muito grato. Hoje eu leio vários livros, gosto de Fernando Pessoa, eu gosto de José Saramago, Cora Coralina são os livros que mais gosto. Li também o livro chama Segredo da Dinamarca, foi um dos melhores livro que eu li até hoje. Então eu gosto de livro, onde eu chego e tem um livro eu quero desfolhar, eu peço licença pra eu poder comprar ou se dividir no cartão eu compro senão eu passo no sebo e compro.


O Sr. José Marinho não conseguia fazer depósitos bancários, nem pix, também não usava celular. Após entrar no Mova, ele já lê vários livros, inclusive um dos livros preferidos dele é “Pedagogia do oprimido”, de Paulo Freire. Por meio do MOVA ele conseguiu também ingressar no curso de Comunicação, do CETECC.

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